Alunos...

A PRÁTICA EDUCATIVA PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA[1]

Cristiano Martins
Janara Araújo
Mª José Freire
Samai de Azevedo
Sandro Gomes
Veralúcia Brito
Viviane Barbosa[2]


Kátia Cristina Novaes Leite[3]

“Para entender é preciso esquecer  quase tudo o que sabemos. A sabedoria precisa de esquecimento. Esquecer é livrar-se dos jeitos de ser Que se sedimentaram em nós, e que Nos levam a crer que as coisas têm De ser do jeito como são. (...)”
Ruben Alves





Fruto de uma longa história de luta pelos direitos humanos, a educação inclusiva passou por vários momentos e movimentos, a respeito dos quais não se pretende aqui fazer uma descrição exaustiva. A ideia de uma sociedade inclusiva fundamenta-se numa filosofia que reconhece e valoriza a diversidade como característica inerente à constituição de qualquer sociedade. Partindo desse princípio e tendo como horizonte o cenário ético dos Direitos Humanos, sinaliza-se a necessidade de  garantir o acesso e a participação de todos a todas oportunidades, independentes das peculiaridades de cada indivíduo. Sabendo que em todas as instituições de ensino existem diversidade e que a inclusão cresce a cada ano, mesmo as escolas não estando preparadas para acolher e lidar com o diferente, é necessário buscar nos princípios filosóficos, sociológicos e antropológicos a contribuição  para a concepção de uma escola que atenda à diversidade.
Sendo assim, uma política de educação inclusiva fundamentada na concepção de direitos humanos deveria ser impulsionada pelos movimentos sociais buscando reverter processos históricos de exclusão educacional e social, visando deste modo, a garantia do acesso de todos os alunos à escola da sua comunidade, independente de suas diferenças sociais, culturais, étnicas, raciais, sexuais, físicas, intelectuais, emocionais, linguísticas e outras.  Para além da igualdade de oportunidades, a inclusão focaliza a valorização das diferenças e desenvolvimento de projetos pedagógicos que atendam as necessidades educacionais dos seus alunos e promovam mudanças nas práticas e ambientes escolares, de modo a eliminar as barreiras que impedem o acesso ao currículo e o exercício da cidadania.
Segundo Kunc (1992), o princípio fundamental da educação inclusiva é a valorização da diversidade e da comunidade humana. Quando a educação inclusiva é totalmente abraçada, nós abandonamos a ideia de que as crianças devem se tornar normais para contribuir para o mundo. Portanto, a inclusão é mais que um modelo para a prestação de serviços de educação especial. É um novo paradigma de pensamento e ação, no sentido de incluir todos os indivíduos em uma sociedade na qual a diversidade está se tornando mais normal do que exceção (Skrtic, 1994, citado por STAINBACK e STAINBACK, 2000, p.31).
A “Educação Inclusiva” desloca certezas sobre os  espaços da escola; o dentro e o fora se confundem; as paredes que separam escolas regulares e especiais se fundem; formatos curriculares e estratégias de avaliação se tornam obsoletos, não dão conta do que se apresenta. Trata-se da revolução paradigmática que se desencadeia com o movimento inclusivo e com as gradativas evoluções legais que sustentam esse mesmo movimento.
Como uma proposta pedagógica, a educação inclusiva não está restrita ao campo de atuação da educação especial, mas em alterar a estrutura tradicional da escola fundada em padrões de ensino homogêneo e critérios de seleção e classificação, passando a orientar a construção de sistemas educacionais que efetive o direito de todos à educação. Ao assumir o compromisso de alterar as práticas educacionais e fundar uma nova cultura escolar que valorize as diferenças, a educação especial supera o caráter restrito identificado pela visão clínica e assistencial, passando a produzir avanços na perspectiva de inclusão e da acessibilidade.
A verdade é que, o homem mudou consideravelmente a sua história, seus rumos. Muitas foram às modificações ocorridas pelos avanços da ciência, contudo há muitas mudanças fundamentais a serem efetivadas e adaptadas as novas exigências, como a capacidade solidária entre as pessoas. A sociedade do terceiro milênio é uma sociedade em que não há mais espaço para exclusão. A inclusão é um dos princípios fundamentais para a transformação humanizadora desta sociedade do terceiro milênio. É ainda muito difícil pensar que a educação tem seu movimento lento, qualquer que seja a transformação na educação ela é paulatina, mas isso não impede de construirmos atitude e práticas em nosso cotidiano com o devido tempo e cuidado.
O paradigma da inclusão vem ao longo dos anos, buscando a não exclusão escolar e propondo ações que garantam o acesso e permanência do aluno com deficiência no ensino regular. Por isso, para se falar em inclusão é preciso repensar o sentido que se está atribuindo à educação, além de atualizar nossas concepções e resignificar o processo de construção de todo indivíduo, levando em conta as suas potencialidades e não apenas as disciplinas e resultados quantitativos. Nessas condições, “todos os alunos devem aprender juntos, sempre que possível, independente das dificuldades e diferenças que apresentem” (Salamanca, 1994) sabendo que, “o que for feito hoje em nome da questão da deficiência terá significado para todos no mundo de amanhã” (Madrid, 2002).
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) vem ao encontro do propósito de mudanças no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais para promover a participação e aprendizagem dos alunos com necessidades especiais na escola comum. As pessoas com necessidades especiais não podem ser reduzidas às suas condições, desconsiderando as potencialidades que as integram a outros perceptuais, enquanto seres de consciência, pensamento e linguagem.
A linguagem é responsável pela regulação da atividade psíquica humana, pois é ela que permeia a estruturação dos processos cognitivos. Assim, é assumida como constituva do sujeito, pois possibilita interações fundamentais para a construção do conhecimento. Nesse sentido, se fazem necessários alguns questionamentos como: - Mas o que realmente possibilita a pessoa com necessidades especiais? Conhecimento, independência e interação social? Seria o domínio da oralidade? Da língua? A discussão é antiga, entretanto, é preciso pensar e construir uma prática pedagógica que assuma a abordagem de um ensino de Língua portuguesa através do Bilinguismo, que se volte para o desenvolvimento das capacidades das pessoas com necessidades especiais na escola com novas formas metodológicas que estimulem vivências e que instiga os alunos a aprenderem, propiciando condições essenciais de aprendizagens respeitando as singularidades e diferenças em seus contextos de vida.
Foucault diz, que o poder é algo que circula pelo social, não permanece em lugar único na sociedade. É relacional, ou seja, está numa relação de forças constante, com diferença de potencial. É dinâmico, pode ser invertido a qualquer momento. Se for uma relação, é preciso haver uma cumplicidade. Onde há saber, há poder. A esse respeito, o poder/saber não pode esbarrar nas resistências carregadas de preconceitos e estigmas, nas frustrações e nos medos dos educadores que se julgam incapazes de dar conta dessa demanda, sentindo-se despreparados e impotentes frente a essa realidade que é agravada pela falta de material adequado, de apoio administrativo e recursos financeiros.
Portanto as mudanças são fundamentais para a inclusão, mas exige esforço de todos possibilitando que a escola possa ser vista como um ambiente de construção de conhecimento, deixando de existir a discriminação de idade e capacidade. Estamos todos envolvidos nessas lutas e nossa participação deve ser consciente e lúcida, onde nos encontramos, seja na vida cotidiana, em nossa prática, no trabalho, nas instituições, precisamos ser animados pela esperança do sucesso da construção de uma nova sociedade onde saberes e poderes estejam a serviço do “cuidado de si”, do “cuidado dos outros” e do “cuidado da vida”, pois “somente quando os oprimidos descobrem, nitidamente, o opressor, e se engajam na luta organizada por sua libertação, é que começam a crer em si mesmos, superando, assim sua convivência com o opressor” (Paulo Freire, 2001).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BRASIL, Ministério da Educação Parâmetros Curriculares Nacionais –Adaptações Curriculares: estratégias para a educação de alunos com necessidades educacionais especiais. Brasília: BRASIL, 1999, 63 p.

Ministério da Justiça - Declaração de Salamanca e Linha de Ação Sobre Necessidades Educativas Especiais - Brasília, corde, 1997.
LOURO, Guacira Lopes. A escola e a pluralidade dos tempos e espaços. In: COSTA, Marisa Vorraber (org.) Escola básica na virada do século – cultura, política e currículo. São Paulo: Cortez, 2000. 
PACHECO, José et al. (org.). Caminhos para a inclusão: um guia para aprimoramento da equipe escolar. Porto Alegre: Artmed, 2006.
A pedagogia na escola das diferenças: fragmentos de uma sociologia do fracasso. Porto Alegre: Artmed, 2001.
Referenciais para Construção de Sistemas Educacionais Inclusivos-Fundamentação Filosóficos a História a Formação-EDUCAÇÃO INCLUSIVA Direito à Diversidade-curso de Formação de Gestores e Educadores.
YUS, Rafael - Educação Especial Uma Educação Holística para o séc XXI, Tradução. Daisy Vaz de Moraes - Porto Alegre, ARTIMED, 2002.




[1] Trabalho realizado pelos discentes do 1º Semestre do Curso de Letras a ser apresentado no SIPE – Seminário Interdisciplinar de Pesquisa e Estágio da UNEB – Universidade do Estado da Bahia.
[2] Alunos autores.
[3] Professora orientadora


NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA[1]
ANA CAROLINA
                                                                                              CÁTIA DE SOUZA
                                                                                              IRANILDA ARAÚJO
                                                                                              PÂMELLA FREITAS
                                                                                              SUELLEN BARRETO
                                                                                             VALQUIRIA MACHADO[2]
                                                                                             
Kátia Cristina Novaes Leite[3]


Hoje com mais de 37 milhões de usuários de internet só no Brasil, essa tradição de escrita parece mais viva do que nunca, impulsionada por novas tecnologias e amplificada pela comunicação em rede.
Haja vista que estamos cercados pelas tecnologias é necessário que nos adaptemos a elas. O uso de tecnologias em sala de aula tornou-se um mecanismo de interação para o desenvolvimento, pois é sabido que o professor não deve fazer com que sua metodologia de ensino gire apenas em torno de ensinar a ler e a escrever, mas é necessário que se contribua para o desenvolvimento de outras linguagens incluindo o contexto tecnológico.
Com o crescimento repentino das tecnologias era de se esperar que ela chegasse até as salas de aula, ela então deixou de ser considerado luxo, para então se tornar uma necessidade iminente.
Devido essa necessidade visível, observa-se que este tipo de recurso pode torna-se um aliado imponente na construção do conhecimento mais viável para os dois lados do ensino, já que o observado anteriormente havia de ser um docente cheio de informações, com métodos nada inovadores, prontos a despejar todo o seu conhecimento nos discentes que se encontravam totalmente despreparados e desprovidos de habilidades suficientemente capazes de receber tanta informação, fazendo com que a aprendizagem do discente fosse deixada para segundo plano, e este então saía perdendo devido à tamanha instrução que lhe era dada, porém ele sem preparo para recebê-la. Os alunos se encontram desestimulados quanto à prática de produção de textos e leitura. E perderam seu senso crítico em algumas situações de aprendizagem da língua portuguesa. A utilização de novas tecnologias em sala de aula é uma revolução, mas não basta apenas inserir os alunos nesse mundo, também é necessário estimulá-los a buscar mais, a estar mais informado de coisas realmente importantes, isso tornará o aluno mais participativo e produtivo.
Por muito tempo a escola desvalorizou o desenvolvimento de competências e habilidades, há quem acredite que nesse contexto tão tecnológico a internet, ainda seja um fator negativo, afirmando estes que sites como o GOOGLE esteja deixando as pessoas idiotas. Mas é necessário estar ciente que a nova geração já está vinda montada com chips, devido a isso é impossível tira-los desse parâmetro. E é nesse momento em que deve acontecer uma inteiração por parte do docente, auxiliando os alunos a usarem a internet como uma fonte de informações, que irá ajudá-lo como um recurso de aprendizagem, fazendo com que os discentes associem a internet como complemento a outras leituras e estudo e não como um método de tirar a atenção dos estudos.
Estatísticas afirmam que o número de leitores saltou de 26 para 66,5 milhões, prova isso então que a internet não é apenas uma má influencia.
A essa nova geração não falta informações, muitas vezes falta apenas à capacidade de conferir a informação e então valida-la, é nesse momento específico que os docentes têm um papel importante, juntarem o útil ao agradável e aproveitar que a internet os deixa mais receptiva a leituras e então utilizar isso para algo benéfico.
O texto - aquela composição escrita ou falada, que nasceu juntamente com a invenção da linguagem - segue sendo o mesmo. Nossa relação com ele é que mudou. Nesse sentido então, blogs, fotologs e podcasts são novos gêneros, com características próprias. Além de gerar novas demandas, essas ferramentas digitais modificam procedimentos notáveis na disciplina. A informática também pode ajudar no trabalho com gêneros textuais. Por isso a necessidade de fazer os docentes da Língua Portuguesa se inteirar mais com isso, pois pode ser e é benéfico ao ensino.

Atualmente, a nova educação possibilita a inserção do aluno como sujeito de seu processo de aprendizagem, com a vantagem de que ele também descobre formas de tornar-se sujeito ativo da pesquisa e do compartilhar de conteúdos. Cabe então às instituições que promovem o ensino a distância buscar desenvolver seus programas de acordo com os quatro pilares da educação: Aprender a Conhecer; Aprender a Fazer; Aprender a viver com os outros; Aprender a ser.

            Aprender a conviver diz respeito ao desenvolvimento da capacidade de aceitar a diversidade, conviver com as diferenças, estabelecer relações cordiais com a diversidade cultural respeitando-a e contribuindo para a harmonia mundial. É necessario que docentes da Língua Portuguesa se inteirem mais do assunto pra que possam usar as novas tecnologias em seu favor.





[1] Trabalho realizado pelos discentes do 1º Semestre do Curso de Letras a ser apresentado no SIPE – Seminário Interdisciplinar de Pesquisa e Estágio da UNEB – Universidade do Estado da Bahia.
[2] Alunos autores.
[3] Professora orientadora.



Agente Faz, Nóis Faz e Nós Fazemos: Preconceito Linguístico[1]
Juliete
Rosana[2]

Kátia Cristina Novaes Leite[3]

Existe muito preconceito decorrente do valor atribuído às variedades padrão e ao estigma associado às variedades não-padrão, consideradas inferiores ou erradas pela gramática. Essas diferenças não são imediatamente reconhecidas e, quando são, são objetos de avaliação negativa. Para cumprir bem a função de ensinar a escrita e a língua padrão, a escola precisa livrar-se de vários mitos: o de que a fala de uma região é melhor do que a de outras, o de que a fala correta é a que se aproxima da língua escrita, o de que o brasileiro fala mal o português, o de que o português é uma língua difícil, o de que é preciso consertar a fala de um aluno para evitar que ele escreva errado.

Esta afirmação, retirada do livro Parâmetros Curriculares Nacionais, citada no livro preconceito linguístico, pág. 74 e 75, mostra que podemos sim ensinar a norma padrão, desconsiderando-se o mito de que a língua não-padrão é errada. Ver esta posição funcionando na prática é muito difícil, pois até muitos falantes da língua não-padrão consideram que a forma correta é a gramaticalizada, ensinada nas escolas. Felizmente, não é assim que todos pensam.
Nós sabemos que estamos sujeitos a vários tipos de preconceito, e como o linguístico é um deles, pode dificultar a relação social diante do público, ou seja, uma pessoa que fala uma língua não-padrão e não sabe escrever com as normas da gramática, dificilmente vai trabalhar em algum lugar onde só se fale a língua padrão e escreva de acordo com as normas da gramática.
Vale ressaltar que não são todas as pessoas que falam a norma não-padrão que os outros têm preconceito, pois se um fazendeiro rico que fala a língua não-padrão chegar a um determinado lugar onde se predomina a norma padrão, possivelmente ninguém irá perceber seu modo de falar, nos dando a perceber que o preconceito linguístico vem também de acordo com a classe social em que se encontra.
As escolas, que deveriam ser um meio de inserção social, são na verdade reprodutoras das diferenças entre classes sociais, pois ensinam português, não como forma de aprimorarem a fala, mas principalmente com o intuito de valorizar a norma culta, não a utilizada no cotidiano, mas uma norma que tem o seu valor representado por uma minoria, a qual preza não apenas a prescrição, mas faz uso desta, da gramática, com o intuito de coagir e demonstrar poder, ou seja, por meio de regras ditadas às classes mais abastadas, que oprimem os mais humildes. Essas instituições, reproduzindo a hierarquia social, dogmatizam a ortografia a tal ponto que acabam censurando e agravando a falta de prestígio social da maioria dos alunos brasileiros.
Em uma entrevista com Marcos Bagno, autor do livro Preconceito Linguístico: O que é, Como se faz, ele nos diz: “que o conhecimento da variação é importante, e o que o professor pode fazer é não se deixar levar pelas ideias preconcebidas que existem na sociedade. Então, reconhecer a importância da língua padrão, mas também reconhecer o direito que as pessoas têm de falar do jeito que falam, de usar as suas variedades locais, regionais e sociais. É uma questão de ter sensibilidade para lidar com isso. Não existem táticas muito concretas para isso”.
É uma questão socioeconomicamente política que se desenvolveu no decorrer do tempo por questões econômicas do país, afim de implantar regras de uso da língua norteada pelos classes dominantes, que parada no tempo, não acompanhou a evolução da língua, enquanto que a Classe dominada que são maioria difunde a língua não-padrão livre destas regras impostas por alguns meios sociais.
As pessoas que falam a língua materna, também obedecem regras, porém passa despercebido por não haver um estudo das especialidades da mesma.
Com a aplicação repressiva das regras gramaticais, muitas variedades são excluídas e não conseguem se encontrar nos meios sociais, pelo fato de só haver material em língua padrão, seja nos meios de comunicação,em livros, principalmente, os didáticos, na bíblia, etc, até para haver mais entendimentos é preciso ter um certo conhecimento do padrão, até por presenciar estes usos muitos conseguem assimilar várias palavras.  
Devido os materiais, a divulgação e o ensino, a língua padrão, é prestigiada com que alguns falantes da língua materna exclui uns aos outros, pois buscam o prestígio da língua que aqui é o Português Padrão(PP) e começam a desenvolver uma repulsa pela Português não Padrão (PNP), considerando-a sem valor e degradante, porém mesmo que tentem falar o padrão não conseguem seguir as regras pois a esmagadora maioria da população se expressa na PNP, ou seja, mesmo que  se decore as regras do PP a comunicação com as pessoas ficaria difícil.
Como já foi citado o ensino priorizava e continua em muitas escolas priorizando mais a gramática como uma língua única que deve ser aprendida para se saber falar português, como se o a língua falada desde pequeno e suas variedades, pelas pessoas que vão para escola não soubessem falar e se comunicar, o que não é verdade, pois o PP são só regras para um maior entendimento entre as tantas variedades e riquezas da língua que é muito mais ampla do que esta.
Porém, hoje o ensino mudou um pouco dentro do espaço público, no aspecto de reconhecer que a gramática não é a língua e sim regras de organização para um maior alcance de entendimento, sendo um pouco mais estudada e avaliada para uma conscientização de que a PP é importante para uma inserção na sociedade.
Futuramente deve haver metodologias oriundas da consciência docente em relação ao preconceito lingüístico desmistificando que as duas linguagens PP e PNP são uma só, porém distintas na escrita e oralidade, por esta razão deve haver um equilíbrio entre ambas para que haja maior interação entre as pessoas na sociedade.



[1] Trabalho realizado pelos discentes do 1º Semestre do Curso de Letras a ser apresentado no SIPE – Seminário Interdisciplinar de Pesquisa e Estágio da UNEB – Universidade do Estado da Bahia.
[2] Alunos autores.
[3] Professora orientadora.




Referência

MURANO, Edgard. O texto na era digital: Para além do internetês, a internet está mudando a maneira como lemos e escrevemos. Língua Portuguesa, São Paulo, Número 64, Fevereiro de 2011.